10 inovações para você largar o osso

10 inovações para você largar o osso

O ser humano é natural. As tecnologias são neutras e não mudam a espécie. Será?

Na visão de Stanley Kubrick no filme “2001 Uma Odisséia no Espaço”, nosso ancestral descobre o osso como ferramenta de caça e dominação. Depois joga o osso para cima e quando ele começa a cair surge a nave espacial. A cena emblemática em câmera lenta acontece na velocidade da luz. Ela representa os milhões de anos na nossa evolução e marca a passagem do analógico para o digital, num movimento disruptivo. Claro, permeado por vários momentos incrementais no caminho.

Participação

Com a chegada da internet há 20 anos, começamos a vivenciar essas disrupções de forma acelerada nas indústrias da informática, música, fotografia e mídia em geral. Mais recentemente as mudanças nos modelos de negócios chegaram nos serviços de taxi e no aluguel de imóveis. Muitos setores da economia intermediados com serviços centralizados estão gradativamente empoderando usuários e cidadãos, descentralizando o poder decisório. Isso muda a governança.

Se antes tínhamos colaboração, agora as tecnologias ampliaram nossa participação, que acontece em massa. As possibilidades de interação ocorrem em tempo real e exigem mais transparência das organizações. Entretanto, a tomada de decisão nessas organizações continua bastante hierárquica. Mesmo quando tentam inovar no uso das tecnologias participativas, conseguem apenas mudanças pontuais, incrementais.

Inovação

Uma alternativa experimentada por alguns orgãos públicos é a criação de laboratórios de inovação numa zona neutra da instituição sem concorrer com processos estabelecidos e entregas de curto prazo. A função dos laboratórios é incubar ideias, iniciar protótipos e acelerar projetos com patrocínio da alta direção e governança compartilhada nos comitês gestores. Entre os exemplos de projetos, redes sociais corporativas, atendimento em rede (SAC 2.0), marketing de conteúdo, plataformas de participação social,  processo eletrônico, teletrabalho, dados abertos e maratonas de programação (hackaton) merecem destaque.

Esses espaços de experimentação e prototipação também possuem o objetivo de induzir a mudança da cultura organizacional, capacitando gestores e colaboradores, por meio de cursos com as temáticas de inovação aberta e participativa.

Enfim, seguindo os passos propostos, podemos mudar sem traumas, sem fobias do novo. Tudo indica que dessa vez nossa evolução não vai demorar tanto, concorda?

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