Governo aberto é tendência irreversível

Governo aberto é tendência irreversível

A montagem do cubo mágico continua sendo tarefa desafiadora, seja para quem tenta sozinho ou assiste vídeos com dicas de usuários avançados no You Tube. Agora, imagine os quadradinhos coloridos como dados do governo que precisam ser movimentados em várias direções, por várias pessoas. Imagine também o governo como o próprio cubo mágico, ou seja, a plataforma na qual a sociedade encontrará dados misturados para  reorganizá-los. Essa é a ideia dos dados abertos, do governo aberto. 

Nesse cenário, os sistemas de informação desenvolvidos pelas organizações deixam de ser sinônimo de governo eletrônico. E o próprio entendimento dos serviços públicos virtuais amplia-se com a perspectiva da governança digital, que passa a contemplar a colaboração e a participação da sociedade. Em contrapartida, a administração pública inova suas práticas tornando-se mais transparente e inovadora.

Laboratório de inovação

O desafio do governo aberto é disponibilizar dados sem filtros numa infraestrutura que permita apropriação, criação e visualização das informações pelos cidadãos. Várias organizações estão criando laboratórios de inovação fora da estrutura hierárquica para isso.

Nos laboratórios, os usuários possuem liberdade de discutir, incubar, prototipar e acelerar projetos. Os espaços são mais flexíveis para replicar as bases de dados, testar metodologias e viabilizar padrões tecnológicos baseados em tecnologias livres.

As inovações ocorrem em conjunto com a sociedade, por intermédio da criação de aplicativos em maratonas de programação, os hackathons. O Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados, por exemplo, já realizou dois concursos e premiou os três melhores aplicativos, posteriormente incubados para desenvolvimento interno pela instituição.

Governo como plataforma

Um governo aberto não precisa construir novos serviços, mas disponibilizar dados para terceiros usarem e construírem serviços de valor agregado sobre eles (ONU, 2011), movimento que só ocorrerá de fato em uma arquitetura de participação.

A perspectiva acima colocada não é sinônimo de mineração de dados ou mesmo “business intelligence”, atividade vinculada aos setores que lidam com informação nas organizações. A abertura de dados é multidisciplinar, envolvendo participação popular, transparência governamental e conhecimento aberto.

Por Definição da Open Knowledge Foundation, dados são abertos quando qualquer pessoa pode livremente usá-los, reutilizá-los e redistribuí-los, estando sujeito a, no máximo, a exigência de creditar a sua autoria e compartilhar por uma mesma licença aberta.

Então, vamos começar logo esse jogo e encaixar as peças na plataforma? Não se esqueça das regras: o  produto torna-se mais importante que a embalagem e cada vez mais a embalagem será feita fora de casa. Mais dados e menos sistemas, num ecossistema de ganha-ganha. Veja outras dicas na apresentação abaixo.

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE